21 janeiro 2017

RESENHA: E NO FINAL A MORTE


O local é o Egito Antigo. A época é o ano 2000 a.C. Em uma sociedade na qual o sentido da vida está intimamente relacionado aos rituais da morte, a jovem viúva Renisenb volta para a casa de seu pai, o sacerdote funerário Imhotep, para encontrar tudo aparentemente do jeito que deixou antes de se casar. O frágil equilíbrio familiar é quebrado quando o patriarca retorna de uma de suas viagens trazendo para casa a jovem Nofret para ser sua concubina: uma presença que desperta os piores sentimentos nos habitantes da casa.
Agatha Christie une um sólido conhecimento do Egito Antigo à capacidade mágica de criar enredos de grande suspense, levando sua maestria para um cenário inusitado.
Páginas: 256
Editora: L&PM
Autora: Agatha Christie






Olá queridos leitores! Dessa vez trouxe o livro da maravilhosa Agatha Christie "E no final a morte" que nos trás uma história incrivelmente bem feita e interessante, que fala sobre uma família como outra qualquer que tem problemas e falhas. Uma família cheia de mulheres barulhentas, muitas e muitas crianças, onde os irmãos brigam pelo poder, a idosa conselheira, o chefão e a filha querida, mas diante disso tudo uma união feliz, pessoas que se amavam, até a chegada da "enviada" Nofret (concubina do chefão), uma mulher bonita, refina, jovem e muito malvada. 

Confesso que no começo a leitura foi um pouco tediosa, acho que pelo fato da escritora querer mostrar de primeira mão a personalidade de cada personagem; porém no decorrer do livro você começa a se intrigar com as coisas e quando pensa que não, está totalmente envolvido na trama. O livro é maravilhoso por ser escrito pela esplêndida Agatha e também por se passar no Egito Antigo; creio que se você for apaixonado por história assim como eu vai amar esta obra. 

 Somos um povo estranho, nós, os egípcios. Amamos a vida… e mesmo assim começamos bem cedo a planejar a morte (…)

A história tem como foco principal Renisenb, a única filha do chefe Imhotep, que acaba de perder o marido e decide voltar para sua querida família, onde pensa que está do mesmo jeito de quando saiu. Só que não imaginava que a chegada da concubina de seu pai causaria tanta violência e remoço entres todos.

(…) Existe um mal que vem de fora, que ataca de modo que todos podem ver, mas existe outro tipo de podridão, que brota de dentro; que não mostra nenhum sinal aparente, que cresce devagar, dia a dia, até que, finalmente, todo o fruto está podre, carcomido pela doença.

Entre todos os personagens tem aqueles que não tem como não deixar de falar: Hori, um homem muito inteligente que sempre está um passo na frente de todos. Satipy a mulher mais corajosa da família e destemida. Kameni um homem maravilhoso, gentil e respeitoso. Esa a mulher mais sábia e verdadeira. Ipy o garoto mais novo da casa, muito manhoso, entretanto, esperto.

Depois de toda confusão na casa por causa da tal Nofret, quase todos da casa começam a ter sentimentos horripilantes por ela, até que um dia a concubina do líder é encontrada morta e a partir desse acontecimento as pessoas da casa começam a mudar; e é só questão de tempo até que mais mortes cheguem. Ou seja, a família pensa que a casa está amaldiçoada por Nofret.

O mais envolvente e surpreendente nos livros da Agatha é que ela faz com fiquemos loucos e confusos para sabermos quem é o vilão; confesso que eu não via a hora de acabar o livro para saber quem estava por trás de tudo, e falo mais: vocês vão se surpreender no final.



SOBRE A AUTORA:
Agatha Christie é, e sempre será, a Rainha do Crime. Soberana dos romances policiais, vendeu bilhões de livros pelo mundo e foi traduzida para 45 línguas, sendo ultrapassada em vendas somente pela Bíblia e por Shakespeare. Nasceu Agatha Mary Clarissa Miller, em 15 de setembro de 1890, na cidade inglesa de Torquay, mais precisamente na mansão Ashfield. Cresceu ouvindo as histórias de Conan Doyle, Edgar Allan Poe e Leroux, contadas por sua irmã mais velha, Madge. Mas foi a mãe que lhe incentivou a começar a escrever contos, quando um forte resfriado fez a menina Agatha ficar alguns dias de cama. Anos mais tarde, continuaria escrevendo encorajada por Eden Phillpotts, teatrólogo amigo da família. Já famosa diria que, no início, todas as suas histórias eram melancólicas e que a maioria dos personagens morria no final.

Faleceu em 12 de janeiro de 1976, de causas naturais, aos 85 anos de idade em sua residência (Winterbrook), em Wallingford, Oxfordshire. Foi enterrada no Cemitério da Paróquia de St. Mary, em Cholsey, Oxon. 
Ao todo, é autora 66 novelas policiais, 163 histórias curtas, duas autobiografias, vários poemas, e seis romances “não crime” com o pseudônimo de Mary Westmacott. Pioneira em criar desfechos impressionantes, verdadeiras surpresas para os leitores, seus textos seguem fascinando as novas gerações.
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